terça-feira, 27 de maio de 2008

Confiante que ia encontrar conforto e arrependimento nas tuas palavras fui.
Sabia o que te ia dizer minimamente, porque desta vez a culpa não era minha. Mesmo, tinhas sido completamente um anormal para mim, dito me coisas sem pensar!
MAs quando la' cheguei encontrei um M. que não conhecia.
Arrogante, sem pingo de arrependimento, com uma vontade de vingança de algo que não tinha feito. Senti-me tão mal, por um lado aptecia-me abraça'-lo, por outro aptecia-me manda'-lo a' merda, dizer que era melhor assim, que eu tambe'm não merecia aquela gaita toda, que não era so' ele que fazia as coisas por mim, eu ja' fiz milhões por ele, mas nada.
Permanecia esta'tica, fazendo circulos, quadrados, letras, com o dedo no banco enquanto ele falava, e enquanto as la'grimas me caiam pelo rosto.
Tive de ir, agarrei-lhe o braço com força para o sentir, dei-lhe um beijo e perguntei "As coisas vão ficar assim", na esperança de ouvir um amo-te e um abraço, mas não apenas um "sim".
Sai a correr e a velocidade das la'grimas era cada vez maior. Encostei-me a uma arvore e chorei imenso, pensando se tudo aquilo era mesmo verdade, mas era.
Continuei a minha caminhada para casa e ainda olhei para tra's umas quantas vezes, mas tu não estavas la'.

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